Empresas devem assumir papel social na educação alimentar


Em um período de 50 anos, o brasileiro passou a consumir 1.077 calorias a mais por dia, em média. Estudo divulgado pela revista National Geographic mostra que o brasileiro de 1961 consumia diariamente 2.209 calorias, sendo 24% de oriundos de açúcar e gordura. Em 2011, esse número subiu para 3.286 calorias e 28% de açúcar e gordura. Estas cifras  preocupam, e deveriam colocar a alimentação – e a educação para a alimentação – como prioridade em qualquer programa de saúde pública. Segundo a OMS (Organização Mundial da  Saúde), em 2014 a obesidade foi a terceira maior responsável pelos gastos com saúde no mundo, à frente do alcoolismo e  atrás somente do tabagismo e da violência. O valor da conta da obesidade? Dois trilhões de dólares, e milhares de vidas. Se os programas de saúde pública não fazem o suficiente para educar a população, e especialmente as crianças, a respeito da importância da alimentação balanceada, as empresas podem ajudar e assumir este papel. Algumas delas, por exemplo, estão fazendo isso com o uso de brindes educativos, oferecendo um cardápio infantil 100% balanceado, campanhas de TV que incentivam as crianças a comer comida saudável, mostrando, de maneira lúdica, que isso pode ser divertido, adotando estratégias de marketing  parecidas com as que outras companhias usam para convencer as crianças a comer produtos menos saudáveis.

Mas é claro que as ações relacionadas ao público infantil precisam ir além da campanha, com uma estratégia completa que abrange todos os pilares das companhias. Promover a alimentação balanceada em parceria com outras instituições que também são focadas nesse público, tanto na questão da
alimentação saudável, quanto na educação; escolher datas para sempre lembrar os pais e as crianças da importância de uma  alimentação balanceada. São apenas alguns exemplos.

Um estudo recente apontou que mais de 50% da população brasileira está obesa. Os referenciais saudáveis da comida que o brasileiro comia em casa começam a diminuir na medida em que a alimentação fora do lar cresce. Não é à toa que o chefe britânico Jamie Oliver declarou guerra aberta às grandes redes de fast food, que no resto do mundo estão tão associadas à junk food. Não é necessário entrar nessa guerra, mas criar uma realidade paralela; um cardápio infantil que entrega nutrição, diversão e educação, incentivando uma alimentação mais nutritiva e bem brasileira. E, é claro, que a combinação que nos enche de orgulho não pode ficar fora dessa: o arroz com feijão.

Ricardo Guerra
Diretor de Marketing do Giraffas

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